Você conhece o Stand up paddle?

O Stand up paddle surf (SUP) está se tornando cada dia mais popular ao redor de todo o globo, e o Brasil não fica fora. Sua origem é datada em meados de 1960 em Waikiki (Havai), onde os famosos Beach Boys se encarregaram de dar o pontapé inicial neste esporte, que já é cultuado por muitas pessoas. O termo Stand Up Paddle Boarding é chamado na língua havaiana de Hoe He’e nalu (e significa Ku= em pé, Hoe=Remar, He’e=Surfar, Nalu=Onda), e sua história está diretamente ligada ao Surf, pois relembra uma maneira muito antiga de se praticar o esporte. Antigamente os professores e mestres, que instruíam seus grupos em como surfar, se mantinham em pé nas pranchas, apoiados com um remo, com o intuito de terem mais visibilidade.

No Brasil o SUP chegou por meio dos surfistas Jorge Pacelli e Haroldo Ambrósio, que chegaram com equipamentos inovadores e se tornou uma febre em praias Cariocas e Paulistas. Hoje presente em todo o país, o SUP é um esporte muito democrático que pode ser realizado por mulheres, homens, crianças de qualquer idade e sem qualquer preparação física.

Após algumas remadas você já está em total sintonia com a prancha e o remo, esquecendo totalmente que está em cima da água e estando em total sintonia com a natureza.

Com a popularidade do esporte começou a existir diversos tipos de modalidades que os praticantes se identifica mais, segue um pouco sobre cada estilo:

Wave (ou SUP Surf)

O objetivo dessa modalidade é juntar as habilidades e possibilidades de desempenho executadas no surfe clássico com o uso do remo. As primeiras competições do esporte realizadas no Brasil foram da modalidade Wave. Além disso, quatro brasileiros já foram campeões mundiais: Leco Salazar (2012), Nicole Pacelli (2013), Caio Vaz (2015), Luiz Diniz (2017 e 2018). Nesta modalidade, os paulistas Luiz Diniz e Nicole Pacelli são os representantes do Brasil nos Jogos Pan-americanos 2019.

Race

O vencedor dessa modalidade é o atleta que realizar um determinado percurso no menor tempo. O objetivo é que o ganhador seja o atleta com maior potencial e melhor rendimento da prancha com o remo. Sendo assim, a classificação geral é formada por ordem de chegada e pelo tamanho do caminho percorrido, que muda de acordo com a categoria.

Normalmente, os profissionais percorrem 12 km, os amadores por volta de 6 km, além de distâncias menores para Junior e Kids. O maior circuito de Race do mundo é realizado no Brasil pela Confederação Brasileira de Stand Up Paddle (CBSUP).

No Race, as pranchas são divididas em duas categorias: para águas mais calmas (flat wave) e para águas mais agitadas (open wave). Existem também modelos que unem as duas características de prancha. Porém são recomendados para pessoas que não participam de competições e que não sabem qual o tipo de água que irão surfar.

Os brasileiros que irão participar do Pan-Americano 2019 são os cariocas Vinnicius Martins e Lena Ribeiro.

Race Técnico (ou Slalom)

É uma corrida entre obstáculos naturais ou artificiais com a utilização da prancha e do remo. O objetivo é analisar a velocidade, habilidade e técnica de cada atletas. O vencedor é aquele que completa o percurso no menor tempo. De acordo com a CBSUP, os percursos deve medir entre 300 metros e 3 mil metros. O primeiro campeonato da modalidade no Brasil foi realizado em Ibiraquera (SC) em 2015.

Race Sprint

O objetivo é que o atleta atinja a maior velocidade em percursos curtos com o uso da prancha e do remo. Segundo a CBSUP, os percursos variam de 200 metros até 1.000 metros. O primeiro campeonato brasileiro da modalidade ocorreu na represa de Guarapiranga (SP) em 2013. Os vencedores foram os paulistas Luiz Carlos Guida e Ariela Cesar em uma prova de 800 metros. Em 2018, o campeão mundial foi o paulista Arthur Santacreu (também conhecido como Tuca).

Maratona

São provas de Race com distâncias que podem variar entre 30 km e 50 km. Desde 2013, uma prova dessa modalidade é realizada no Brasil pela Pantanal Extremo. Porém, só em 2015 o evento passou a valer pontos para o circuito brasileiro de SUP race overall.

Downwind

Uma das modalidades mais desafiadoras, pode ser considerada também como maratona. É praticada a favor do vento, ou seja, com o vento nas costas do atleta, que pode atingir até 18 km/h. É comum ser praticado no mar aberto com prancha acima do 14 polegadas e também conta com a ajuda das ondulações. No Brasil, ainda não existe competição dessa modalidade.

River SUP

Muito parecida com a modalidade Rafting da canoagem e praticado em rios, o objetivo é descer corredeiras em cima de uma prancha com o auxilio do remo e da mobilidade do corpo. No Brasil, o primeiro campeonato foi realizado no canal artificial de Itaipu em 2013.

FreeStyle

O objetivo da modalidade é realizar variadas manobras sobre a prancha utilizando só o remo e a mobilidade do corpo. Ainda não existem campeonatos.

SUP de pesca (SUPFISH)

Como o nome já diz: é a pesca em cima de uma prancha de SUP. A vantagem desse tipo de navegação em comparação com outras embarcações normais (como barco a remo ou caiaque) é o fácil transporte do equipamento, além de ter acesso a lugares mais difíceis para outros barcos, como águas rasas, bancos de areia, sobre recifes ou entre costões de pedras.

Também é possível ter uma visão privilegiada do mar e o conforto de pescar em pé, sentado ou até sentado numa caixa térmica como um banco, a depender dos equipamentos.  Já existem campeonatos de pescar que aceitam a utilização de pranchões e vence o atleta que pescar o maior peixe.

FUTE SUP (ou SUP Polo)

Apesar do Brasil já ter recebido algumas competições dessa modalidade, são em outros lugares do mundo que ela tem ganho destaque. A partida acontece em uma área de água determinada, são dois times com três jogadores em cima de pranchas de SUP, a bola só pode ser tocada ou arremessada através da utilização dos remos e vence o time que fizer mais gols. No Brasil, não existem campeonatos.

Fontes: torcedores.com / wikipedia.org

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